quarta-feira, 22 de julho de 2009

Confirmação, ascensão, recuperação

Na medida do possível, com meu coração corinthiano pra lá de irritado, farei hoje o pré-jogo dos três paulistas do Brasileirão. E, como para bom entendedor pingo é letra, já deu para perceber que, no título, sugiro as tônicas que considero dominantes nos jogos de hoje.
No Sul, o São Paulo, em fase de reestruturação, pega o Inter, time montado, mas titubeante. Valendo dinheiro, apostaria no Inter, óbvio. Porém, não podemos esquecer duas coisas: a íncrivel capacidade que o Tite possui de estragar os times que monta, e a boa e velha sorte, que ajuda o São Paulo nos momentos mais difíceis, e que brilhou como nunca em 2008; quando o time ganhou o Brasileiro já em má fase. Se o São Paulo ganhar, confirma a recuperação.
O Palmeiras, do interino Jorginho, provavelmente tentará fazer uma exibição de gala, que encha os olhos do recém contratado técnico Muricy Ramalho; é sempre bom agradar o chefe. Apesar de o Goiás ser osso duro, creio que dê Palmeiras, que a cada dia confirma um pouco mais sua ascensão. Alguém duvida que Muricy será tetra-campeão?
Enfim, na Vila Famosa, o Santos terá oportunidade única de se recuperar e, assim, facilitar um pouco o trabalho de Luxemburgo: o Atlético Paranaense é um time limitado e confuso que depende demais das bolas de Paulo Baier, o vovô encrenqueiro, e, pasmem, das jogadas aéreas de Rafael Moura. O que pensar de um time que depende desses dois? Dá Santos.

terça-feira, 21 de julho de 2009

A estranha relação entre futebol e política




O conteúdo foi inspirado em debate ocorrido em uma comunidade do S.P.F.C no Orkut.


Costumeiramente, seja nas eleições municipais, estaduais ou federais, nos deparamos com esportistas se candidatando a cargos públicos. Fora outras personalidades como ex-apresentadores, pastores, atrizes pornôs, etc... Mas, aqui, vamos nos concentrar nos representantes do futebol.


No entanto, não é de hoje que existe essa sintonia. Em 1970, quando a seleção brasileira conquistou o tricampeonato de futebol, os jogadores receberam pela conquista um automóvel fusca e 20 mil dólares do então governador de São Paulo, Paulo Maluf. Gratificação paga, claramente, com dinheiro público. E, nessa época, o Brasil era ditado pelo regime militar, fora à turbulência econômica do país.


Mais recentemente, o caso mais chamativo, acredito eu, é o ex-jogador do Corinthians/Coritiba, Dinei. Em 2008, ele concorreu a vereador com o mote “Corintiano vota em corintiano”, sem apresentar propostas de mandato, acompanhado de uma faixa na cabeça com a frase “Eu nunca vou te abandonar”, apoiando sua candidatura ao clube de futebol. Esta campanha de Dinei – Pasmem! – lhe rendeu mais de 22 mil votos, porém não foi eleito. Wladimir e Ademir da Guia, outros ex-jogadores, também concorreram e não tiveram êxito. O dirigente São-paulino, Marco Aurélio Cunha, foi o único que obteve sucesso entre os boleiros com pouco mais de 38 mil votos.


Ainda podemos citar os rumores sobre a construção do Morumbi – não comprovado e sem nexo, na minha opinião – com dinheiro público e, ainda, o suposto apoio corintiano a Dilma Rousseff, na campanha presidencial de 2010, em troca o presidente Lula auxiliaria o clube na construção de um estádio. Fora muitos outros casos.


Enfim, o importante nesta discussão não é falar se Palmeiras, Santos ou São Paulo é beneficiado, mas sim a natureza do futebol. E, principalmente, saber até que ponto essas relações na influem no resultado final da partida e/ou gestão na do seu município, estado ou país.



Fonte SPFCpedida

Vermelho.org

Uol

Péle.net

Congresso em foco

O coração, negociações e dúvidas

A paixão do torcedor é irredutível a números. Mesmo jogadores medianos, como Tupãzinho e Wilson Mano, acabaram por ser, devido a lances do destino, elevados à condição de heróis, ganhando para sempre um lugar no coração da massa; o que dizer então de jogadores assumidamente técnicos, que realmente vestiram a camisa e honraram a paixão do torcedor em campo? Neste caso, penso, é preciso vestir o luto, e assumir a perda como quem assume uma fase inescapável da vida, caso do elenco corinthiano atual: preparava-me psicológicamente há tempos para a saída de alguns deles. Ontem, saíram Cristhian e André Santos.
Uma forma de superar o luto seria pensar no lucro; afinal de contas, é sabido que o Timão precisa de dinheiro. Mas, além de ser difícil para o torcedor colocar o coração na calculadora (como disse acima), é duro saber que o Corinthians possui apenas 33% dos valores negociados, e que, ao que tudo indica, destes 33%, 10% serão do empresário Carlos Leite, intermediário da negociação, e todo-poderoso-executivo desde que Mano assumiu o Coringão. Ou seja, além de perdermos, temos de conviver com a parca receita gerada, e com contratos e participações nebulosos de empresários. Sem contar que dizem por aí que o Fener é mau pagador... Parece que principalmente nos problemas o Corinthians pode ostentar o lema de "o mais brasileiro".
Restam, agora, as dúvidas, para as quais talvez não exista melhor porta-voz do que Larissa Beppler, do blog Preto no Branco (http://larissabeppler.wordpress.com/):

- Com que time o Corinthians buscará o penta no Brasileiro e a Libertadores no Centenário?

- Por quanto os atletas foram negociados com um clube tão abaixo do nível de ambos?

- Se Marcelo Oliveira também está em vias de ser transferido, quem restará na lateral-esquerda do time?

- Caberá ao Jucilei, que já mostrou o seu potencial na meia, a missão impossível de suprir a ausência do insubstituível Cristian?

Ao que acrescento:

– Outros sairão? Será então um desmanche?

– Quando a diretoria vai começar a se coçar?

– Por acaso, pensam que só o Ronaldo conseguirá levar o time?

Seria bom obter, rapidamente, alguma resposta.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Por fora

Retirado do Blog do Paulinho: http://blogdopaulinho.wordpress.com/

Muricy Ramalho era o primeiro nome do Santos para o lugar de Vagner Mancini.

Dois motivos o fizeram desistir da idéia, mesmo após o Peixe ter praticamente acertado sua contratação.

O primeiro foi a maneira como ele iria receber este salário.

Marcelo Teixeira, com a honestidade habitual, queria pagar a maior parte dos vencimentos no chamado “Caixa 2”, ou “por fora”, como é conhecida esta atitude.

Muricy teria pedido também a dispensa de dois funcionários ligados a V(W)anderlei(y) Luxemburgo, os mesmos que infernizaram a vida de Mancini.

Não foi atendido.

Desta maneira só restou ao clube recorrer àquele que possui o perfil ideal para aceitar estes tipos de proposta.

Na verdade, a história de que o Madureira receberá metade do que Muricy havia acertado não passa de lorota.

A verdade está contada nas linhas acima.

Impressões pós-rodada

O ano é 2008. O Corinthians, na segunda divisão, nada de braçada. O comportamento básico do time é fazer um gol, e não necessariamente recuar, mas valorizar mais a posse de bola para fazer o adversário correr, abrir espaços, e, então, permitir o segundo, e terceiro gols. Em casa, no Pacaembu, o enredo é um pouco diferente: empurrado pela massa, o time é normalmente menos frio, e pressiona mais o adversário, começando o rito do toque de bola apenas depois do segundo gol. Consciente de seu potencial, o time incrementa seu poder de concentração até os limites da vaidade: por vezes, a equipe passa a impressão de que pensa poder decidir o jogo a qualquer momento, por isso, não precisa se esforçar muito.
Ledo engano.
Os times da Série A são extremamente mais técnicos que os da Série B, portanto, possuem maior capacidade de reação, e o modelo de competição por pontos corridos não permite "sonecas": no final, ganha o time que conseguiu disputar a maior parte dos seus jogos com grande intensidade. Tensão é a palavra-chave do técnico tri-campeão brasileiro, Muricy Ramalho. Não moleza.

***

Tinha tudo para ser o San-São mais pobrinho dos últimos tempos... E foi. Se o São-Paulo arriscou mais (talvez por estar diante de sua – pequena – torcida), deve a vitória mais ao iluminado Whashington do que a superações táticas.
De qualquer forma, nesse jogo foi possível entender o centro da discórdia tricolor: o time joga, sim, melhor com um centroavante fixo pé-de-boi, como o Coração Valente, do que com um jogador mais móvel, à la Borges.
Vale lembrar, porém, que é difícil entender o motivo da contratação de Whashington; Borges foi fundamental em 2008, marcando praticamente um gol por jogo nas rodadas finais do Brasileiro... É fácil entender o ciúme.

***

Quando Beluzzo foi eleito, pensei: "Ta aí! Os porcos vão ter um baita dum presidente...". Porém, sua administração tem sido marcada por momentos de hesitação, como o atual, no qual relutam em não efetivar Jorginho. Acorda, chiqueiro!

domingo, 19 de julho de 2009

Fim de rodada 12ª rodada

Este domingo foi eletrizante para os clubes paulistas. O Corinthians venceu fora de casa, o São Paulo ganhou o San-São e o Barueri atropelou o Náutico.
O time do Parque São Jorge enfrentou o Cruzeiro no Mineirão e venceu por 2x1. Contando que o Cruzeiro jogou boa parte do tempo com 10 jogadores e quase empatou no final do jogo, o Corinthians não fez uma boa partida, apesar da vitória. Seria indicios de uma queda de rendimento ?
No clássico dos mediocres, o menos pior venceu. Com dois gols de Washington, o tricolor respira um pouco melhor. Entretanto, ainda não se pode dizer que o São Paulo jogou futebol, chegou perto, mais ainda tem que se esforçar mais.
E o Barueri, hein? Goleou o Náutico em casa, surpreendente.

O novo líder

Na abertura da 12ª rodada do campeonato, Palmeiras e Santo André fizeram um belíssimo jogo no Parque Antartica. O time alviverde venceu por 1x0, gol de Diego Souza.
O Santo André até jogou bem, mas cansou de perder gol. Marcelinho Carioca, fez uma partida acima da média, atormentando Marcos. Suas cobranças de faltas, sempre de longe, deram trabalho para o goleiro do Palmeiras.
Com a vitória, o Palmeiras assume temporariamente a ponta do campeonato.