sábado, 1 de agosto de 2009

Páreo duro?

Hoje, às 18:30, o Palmeiras enfrenta o Sport Recife, num jogo em que é difícil arriscar qualquer pitaco. Apesar de o Leão do Norte encontrar-se na zona de rebaixamento, é notório que o embate entre os dois times tornou-se, devido à Libertadores, um clássico nacional de apegada rivalidade. Somando à dita rivalidade o fato de o Sport precisar dos três pontos, o clima no campo poderá ganhar ares de arena. Tendo isto em vista, também não podemos esquecer que os dirigentes do time de Pernanbuco sabem construir como ninguém o chamado "clima de guerra"; ainda mais contra times do Sul do país, mediante a propagação de ódios bairristas.
Enfim, o Palmeiras vem jogando bem, é o melhor time do Brasil no momento, e Diego Souza está comendo a bola, mas é bom botar as barbas de molho, pois o Sport não venderá barato uma derrota...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Deixem Jesus em paz

Para terminar de vez com o assunto futebol e religião, abaixo apresento o belo texto de Juca Kfouri, publicado na Folha, e que extraí do Blog do Paulinho (http://blogdopaulinho.wordpress.com/). Incrível como ele supera, em elegância e direção crítica, qualquer coisa que já tenhamos publicado.

Da FOLHA DE SÃO PAULO

Por JUCA KFOURI


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Está ficando a cada dia mais insuportável o proselitismo religioso que invadiu o futebol brasileiro

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MEU PAI , na primeira vez em que me ouviu dizer que eu era ateu, me disse para mudar o discurso e dizer que eu era agnóstico: “Você não tem cultura para se dizer ateu”, sentenciou.

Confesso que fiquei meio sem entender. Até que, nem faz muito tempo, pude ler “Em que Creem os que Não Creem”, uma troca de cartas entre Umberto Eco e o cardeal Martini, de Milão, livro editado no Brasil pela editora Record.

De fato, o velho tinha razão, motivo pelo qual, ele mesmo, incomparavelmente mais culto, se dissesse agnóstico, embora fosse ateu.

Pois o embate entre Eco e Martini, principalmente pelos argumentos do brilhante cardeal milanês, não é coisa para qualquer um, tamanha a profundidade filosófica e teológica do religioso. Dele entendi, se tanto, uns 10%. E olhe lá.

Eco, não menos brilhante, é mais fácil de entender em seu ateísmo.

Até então, me bastava com o pensador marxista, também italiano, Antonio Gramsci, que evoluiu da clássica visão que tratava a religião como ópio do povo para vê-la inclusive com características revolucionárias, razão pela qual pregava a tolerância, a compreensão, principalmente com o catolicismo.

E negar o papel de resistência e de vanguarda de setores religiosos durante a ditadura brasileira equivaleria a um crime de falso testemunho, o que me levou, à época, a andar próximo da Igreja, sem deixar de fazer pequenas provocações, com todo respeito.



Respeito que preservo, apesar de, e com o perdão por tamanha digressão, me pareça pecado usar o nome em vão de quem nada tem a ver com futebol, coisa que, se bem me lembro de minhas aulas de catecismo, está no segundo mandamento das leis de Deus.

E como o santo nome anda sendo usado em vão por jogadores da seleção brasileira, de Kaká ao capitão Lúcio, passando por pretendentes a ela, como o goleiro Fábio, do Cruzeiro, e chegando aos apenas chatos, como Roberto Brum.

Ninguém, rigorosamente ninguém, mesmo que seja evangélico, protestante, católico, muçulmano, judeu, budista ou o que for, deveria fazer merchan religioso em jogos de futebol nem usar camisetas de propaganda demagógicas e até em inglês, além de repetir ameaças sobre o fogo eterno e baboseiras semelhantes, como as da enlouquecida pastora casada com Kaká, uma mocinha fanática, fundamentalista ou esperta demais para tentar nos convencer que foi Deus quem pôs dinheiro no Real Madrid para contratar seu jovem marido em plena crise mundial. Ora, há limites para tudo.

É um tal de jogador comemorar gol olhando e apontando para o céu como se tivesse alguém lá em cima responsável pela façanha, um despropósito, por exemplo, com os goleiros evangélicos, que deveriam olhar também para o alto e fazer um gesto obsceno a cada gol que levassem de seus irmãos…

Ora bolas!

Que cada um faça o que bem entender de suas crenças nos locais apropriados para tal, mas não queiram impingi-las nossas goelas abaixo, porque fazê-lo é uma invasão inadmissível e irritante.

Não é mesmo à toa que Deus prefere os ateus…

Embalouuu

Ao som da torcida " O campeão voltoooouuuu!", o São Paulo deixou o Morumbi, ontem, com mais três pontos. No duelo de tricolores, o Paulista venceu por 2x1, destaque para Hernanes e Dagoberto - marcando duas vezes - que apresentaram um ótimo futebol. O Grêmio pressionou no final, mas o clube paulista resistiu e garantiu a manutenção na tabela.
O próximo compromisso do São Paulo é contra o Vitória, no Barradão. Vitória, que foi derrotado pelo Avaí por 4 x 0. Uma ótima oportunidade para o Tricolor manter a recuperação e diminuir a distância do líder, que hoje são de 10 pontos.
A boa fase vivida no São Paulo é creditada ao treinador, Ricardo Gomes. Com muita conversa e um bom esquema tático, a equipe reagiu e chega forte, pensando no Hepta.
Enquanto o Hepta não vem, dá-lhe tricoollooorrr!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Em ritmo de recuperação

Depois de penar o ano inteiro, o São Paulo, aparentemente, vai apresentando um futebol regular. Hoje, contra o Grêmio, tenta consolidar a fase de recuperação. Os torcedores do Tricolor Paulista aguardam uma campanha semelhante ao ano passado, quando a equipe tinha apenas 1% de conquistar o sexto título brasileiro e conseguiu.

O Grêmio, por sua vez, tem uma equipe recheada de ex são-paulinos a começar pelo técnico, Paulo Autuori o meia, Souza o lateral, Joilson e o volante, Fábio Santos (vulgo Vida Loka). E, conhece bem o jeito de jogar do time paulista ( que álias não é segredo para ninguém).

O São Paulo tem tudo para engrenar se mostrar um bom futebol, vontade e raça. O time gaúcho não é ruim, mas está longe de ser sensacional, talvez o grande trunfo seja o meia Souza. Bem marcado, acredito, não trará grandes problemas.

Por enquanto, Ricardo Gomes não inventou, no entanto, surge o boato de querer manter Jorge Wagner na lateral tendo Junior César como especialista no ofício. A continuar com essa história vai seguir os passos do seu antecessor, Muricy Ramalho, no seus últimos dias... abre o olho, Ricardo!

Os times se enfrentam hoje, às 21h, no estádio do Morumbi.

Quarta-feira previsível

Previsível, sim, leitor, a começar por Náutico X Santos. Se, teoricamente, é difícil vencer o time pernanbucano no suor de seu estádio, a realidade do campeonato vem mostrando outra coisa, e o Náutico segura a lanterna. O Santos, mesmo em vias de reestruturação, só não venceria se Luxemburgo resolvesse "luxemburgar", ou seja, inventar para mostrar que manda, e jogar para a galera. E foi justo isso o que ele fez no primeiro tempo, quando deixou Neymar no banco para a entrada do "craque" Róbson. Um treinador que possui, entre seus comandados, um jogador voluntarioso, rápido e habilidoso, como Madson, e outro, não muito voluntarioso, mas extremamente técnico, como Neymar, não pode se dar ao luxo de desmembrar a dupla; eles se complementam, e se ajudam. A sorte do Santos depende disso.
Por sua vez, no Palestra Itália, o cometa Palmeiras pegou o quase lanterna Fluminense, e deu no que deu: vitória apertada, mas vitória, com gol de... Diego Souza (previsível, né?). A chuva atrapalhou mais que o time do Flu.
O Palmeiras é um time que funciona graças a dois jogadores: o autor do gol, supracitado, e Cleiton Xavier. O primeiro é o típico meia dos tempos atuais: forte, rápido e chuta bem; rompedor. O segundo é mais técnico, driblador, tem visão de jogo. O torcedor do Palmeiras deveria temer esta dependência se não tivesse, no banco, Muricy Ramalho; caso uma dessas peças não funcione, ele saberá fazer o time trabalhar a partir de uma defesa sólida, como ocorria no São Paulo.
Quanto ao jogo Santo André X Corinthians, evito fazer maiores comentários; o ódio emperra minha capacidade crítica. Aponto, apenas, algumas considerações:

– Quem é Marcinho? Como um cara que nem ao menos se destacou no Campeonato Paulista vem jogar no Corinthians? A bola queima no pé dele. É o tipo de contratação que nos faz pensar em falta de transparência...
– A mesma questão vale para Henrique. Ele fez 3 gols em 2008 pelo Guarani. Serve para time grande?
– As minhas esperanças concentram-se em: não perder Felipe, não perder Elias, e que Edu volte bem, assim como Marcelo Oliveira. Do contrário, salvem o Corinthians!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Futebol de quarta antecipado

O pré-jogo de quarta veio mais cedo, a rodada promete. O Palmeiras enfrenta o Fluminense em casa, o Corinthians vai até o ABC enfrentar o Santo André e o Santos, no estádio dos aflitos, tem o complicado Naútico pela frente.

O Verdão, embalado pela boa campanha no campeonato e de técnico novo, pega o Fluminense em péssima fase. O time carioca comandado por Renato Gaúcho não vence há nove jogos - hahaha - e tenta sair da zona de rebaixamento, porém não vai contar com seu principal atacante Fred. Não acho o Palmeiras um baita time, mas estão com uma confiança inabalável e, o meia, Diego Souza anda sempre inspirado. Aposto sem medo no Palmeiras, no mínimo vai atropelar os cariocas.

Já o Corinthians tem uma missão um pouco mais complicada, não por ser o Santo André o adversário, mas sim pela nova formação adotada 3-5-2, um time acostumado a ser rápido e agressivo, pelo novo esquema tático, tende a ser mais cauteloso e truncar o jogo. O Corinthians, campeão Paulista e da Copa do Brasil, é objetivo e fatal como uma cobra. Não aposto no time neste novo esquema. Além disso, o Santo André é uma equipe bem montada e muito eficiente em casa. Será surpresa se o Corinthians ganhar, porém seu saldo é positivo no ano.

O Peixe, em meio as confusões de jogador e técnico, joga contra o Náutico. Como já falei oportunidades, o time do Santos é menos que mediocre, agora, tem um técnico, na minha opinião, questionável. Na minha cabeça não foge o pensamento "Santos, cuidado com o rebaixamento"... Embora o próximo adversário seja o lanterna do campeonato, cito como exemplo o Avaí, que algumas rodadas atrás estava na última posição e passou a vencer e hoje é o 10º. Eu, simplesmente, não consigo ver bons jogadores no Santos, dizem que o Madson é bonzinho, mas acredito que ele foi um jogador ruim que teve uma boa fase e agora, realmente, está mostrando quem é...

Campeonato (in) definido?

Quem imaginava que Jenson Button seria o campeão da temporada 2009 teve uma agradável surpresa com a RBR, seus dois pilotos Mark Webber e Sebastian Vettel vem perseguindo a liderança do piloto da Brawn. O próprio Button admitiu que pode perder a liderança caso o carro não melhore.

No GP da Hungria, aparentemente, outra equipe passou a mostrar força. A Mclaren, com Lewi Hamilton, andou de ponta a ponta e se torna uma equipe que pode tirar pontos preciosos da Brawn, agora, todo o cuidado é pouco. Entretanto, a briga pelo campeonato mundial teve ficar entre os três primeiros pilotos na classificação. Rubinho corre por fora, nas últimas corridas, no entanto, parece um pouco desanimado.

Na Ferrari surgem rumores que Michael Schumacher poderia substiutuir Felipe Massa, alguns jornais gringos chegaram a falar de Nelsinho Piquet. Por enquanto, a responsabilidade ficaria entre os dois pilotos reservas Mark Gene e Luca Badoer.

O próximo Grande Prêmio é o da Europa, no dia 23 de agosto, é aguardar e conferir.