sábado, 23 de janeiro de 2010

Papo sério

Devido, provavelmente, à insatisfação da torcida, o São Paulo, hoje, contra o Rio Claro, no Morumbi, finalmente utilizará uma escalação pelo menos próxima daquela que poderá ser a titular. Decisão, a meu ver, acertada, pois Ricardo Gomes já começa a entrosar o time para a Libertadores.

Com Hernanes, Marcelinho Paraíba e Whashington do time, o Tricolor, provavelmente, não encontrará dificuldades contra o fraco Rio Claro, habitual representante da zona de baixo da tabela.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Noite de dúvidas

Neste começo de temporada, apenas uma coisa é certa: a dúvida. É temeroso apontar favoritos, ou mesmo fazer qualquer tipo de análise mais profunda. Por isso, nessas primeiras observações, tentarei apenas apontar o que, penso, está com cheiro de certeza.

Para os grandes de São Paulo, a quarta-feira esportiva começou com o jogo Santos x Ponte Preta, na Vila Belmiro.
Depois de ter massacrado o Rio Branco, normal que todos esperassem uma atuação primorosa do Peixe em casa. Ledo engano. O que se viu foi um time que se rendeu à forte marcação da Ponte, sobretudo no meio de campo, e com extrema dificuldade de desenvolver uma jogada.
Os destaques ficam para os "meninos" da Vila: André, autor do gol, e Neymar e Paulo Henrique, que finalmente parecem estar jogando bola.

Em Mirassol, o São Paulo enfrentou o time da casa, levando, logo de cara, um susto: gol do Mirassol no comecinho do primeiro tempo. Castigo para o time que "poupa" quase todos os jogadores, inclusive o goleiro.
Aqui cabe um adendo: no Brasileirão, os treinadores reclamam, sem parar, de não poderem repetir um time. É estranho que, no Paulista, que poderia ser utilizado como laboratório para a Libertadores, técnicos como Ricardo Gomes e Mano Menezes fiquem com essa frescura de "poupar". Vai entender...
Voltando ao jogo, um gol do Richarlysson, na bacia das almas, premiou um time que teve brio, e mostrou que, realmente, o São Paulo tem um elenco respeitável.

No Pacaembu, a grande espera da noite: a estreia da dupla Ro-Ro, Roberto Carlos e Ronaldo. No entanto, quem foi para ver os dois jogadores, viu, na verdade, um show de outro jogador: Jorge Henrique. O baixinho encapetado mostou ontem que essa história de "time duro", e "começo de temporada" é desculpinha de jogador fresco, de quem não é profissional.
No mais, o Corinthians conseguiu, devido à lerdeza de seu meio de campo, tomar sufoco, no Pacaembu, do time do Bragantinho.
Tcheco, decepção. Ronaldo, redondo, precisa ter um pouco de amor próprio. Roberto Carlos demonstrou muita vontade. Mano Menezes continua burro feito uma porta, escalando mal, e fazendo substituições óbvias. Cheiro de CenteNADA!

***

Para finalizar, hoje o Palmeiras joga contra o Barueri; time destruído pela sanha dos empresários, não deve apresentar dificuldade.
É nítido que o Verdão precisa se recuperar da péssima campanha de 2009. Esse fato pode servir de motivação para que o time de Parque Antártica se transforme na única certeza entre os quatro grandes.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Round 2

A segunda rodada do paulista continua no ritmo de estreias. São Paulo e Corinthians colocam suas contratações em campo

O tricolor paulista tenta a primeria vitória no campeonato, hoje, contra o modesto Mirassol. O São Paulo atuará com um "time reserva", em comparação com a primeira partida. Dos jogadores do time principal somente Jean e Richarlyson participam da partida. Será a chance daqueles que foram contratados mostrar serviço.

Pelos lados do Corinthians quem dá as caras é Roberto Carlos. O lateral estreia essa noite contra o Bragantino, de quebra terá o companheiro e amigo, Ronaldo. Vamos ver se ele está tudo como a imprensa afirma.

Fora de casa, o Palmeiras recebe o Barueri tentando a segunda vitória. O Palmeiras vem completo. O time do Parque Antártica é favorito ao título. Abre o olho São Paulo e Corinthians.

Fechando o pré-jogo, o Santos enfrenta a Ponte Preta, na Vila Belmiro, tentando confirmar que a vitória, até certo ponto surpreendente, sobre o Rio Branco não foi mero acaso. Os meninos estarão apostos, prontos a chutar a macaca. Noite quente no paulista!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Surpresa, decepção e marasmo

Com essas três palavras podemos definir os jogos de Santos, São Paulo e Corinthians.
Para quem não colocava tanta fé no peixe, ontem, em Americana, o time da baixada atropelou o Rio Branco, com direito a show dos meninos Neimar e Ganso, dois gols cada. Uma pena o time depender apenas dos dois para jogar, porém, o Santos vai dar trabalho!

O jogo mais decepcionante, para não dizer bisonho, foi do São Paulo. Com direito a perda de pênalti e desestabilização emocional dos jogadores, o time do Morumbi perdeu de 3x1 de virada. Palmas para portuguesa, vaia para o São Paulo. Ricardo Gomes terá muito trabalho a frente.

Já o Corinthians enfrentou o estreante Monte Azul e ficou no empate. O time estreante deu trabalho ao clube da marginal, que não contava com seus principais jogadores. Calma corintianos! ainda é inicio de trabalho, tudo ao seu tempo.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Volta ao batente

Depois de um parada de fim de ano, o No Ângulo está de volta. Agora com o Campeonato Paulista, que começou ontem com o Palmeiras "sacolando" o Mogi Mirim por 5x1, destaque para Diego Souza, marcando dois gols.

Hoje, o Santos encara o Rio Branco em Americana. Com um time sem centroavante, o peixe aposta na meninada e no técnico Dorival Júnior para engrenar nesse ano de 2010. Infelizmente, para o tocerdor santista, não há expectativa de grandes conquistas neste ano.

Já o Corinthians, somente com duas estreias neste domingão, encara o Monte Azul, em Ribeirão Preto. Os jogadores Iarley e Tcheco começarão a partida. No ano de centenário, o time da marginal quer um bis do paulista, será que é possível?

O tricolor, por sua vez, faz o primeiro clássico do paulista contra a Portuguesa. Não venham me dizer que a Lusa não é grande, porque é sim. Podemos dizer que o jogo mais interessante da rodada, o São Paulo começara o jogo no 4-4-2 (não sabemos se terminará assim) e contará com as estreias de Marcelinho Paraíba e Léo Lima.

Vamos aguardar a grande rodada do melhor campeonato estadual do país!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Não vale acabar com o Jobson

Claro que o Jobson, mais uma vez, fez bobagem. Não dá para um atleta profissional cheirar cocaína, priincipalmente, às vésperas de jogos importantes. Ele agiu de forma irresponsável.

Mas é absurda essa ideia de banir o sujeito do futebol. Há no caso uma questão fundamental: o Jobson não se dopou, ele se drogou. Isso é bem diferente. Cheirou pó da mesma forma que poderia ter enchido os cornos (dizem que ele é bom nisso também), fumado uns dez baseados, tomado um ácido. Ou poderia ter feito tudo ao mesmo tempo, sei lá. Mas nada disso o ajudaria em campo, melhoraria sua performance. Ao contrário: pó, maconha, birita e ácido só prejudicam o desempenho de um atleta.

O caso do Jobson é bem diferente daqueles de atletas que tomam bagulhos para aumentar a musculatura, emagrecer ou dar um gás em seu rendimento. O então atacante do Botafogo apenas agiu de forma irresponsável ao consumir uma droga proibida. Se tivesse bebido até cair uns dois dias antes dos jogos, nada de grave iria lhe acontecer, ele não correria o risco de ser punido.

Há um certo consenso entre os dirigentes esportivos e jornalistas: atletas têm que ser exemplos, não podem fazer besteira, têm que ser melhor do que somos. É como se não pudessem ser humanos. O álcool é, de longe, a droga mais consumida no país e a que mais gera problemas de saúde - uma pesquisa publicada hoje mostra que 70% dos jovens brasileiros já beberam. Mas, como é legalizado, tudo bem, pode. Pó, maconha e que tais não podem. Ok, são proibidas e isso deve ser respeitado. Mas, caramba, não se pode impedir um sujeito de 21 anos de exercer sua profissão. A menos, claro, que se queira afundá-lo de vez.

Muita gente usa drogas ilegais - médicos, cineastas, jornalistas, atores, escritores, cantores, corretores de seguro, motoristas de ônibus, empresários, políticos. E nenhum deles é impedido de exercer sua profissão (a menos, claro, que se droguem durante o expediente ou cometam uma sucessão de besteiras). Não faz assim tanto tempo, um famoso ator foi preso quando ia comprar drogas, acabou internado. Ninguém o crucificou - ao contrário, foi abraçado por colegas de profissão, pela empresa em que trabalha e, mesmo, pelos jornais e revistas. Foi tratado como vítima, não como criminoso. Sobre ele não são despejadas manifestações de preconceito quanto as que ameçam afogar o Jobson.

Entre os pecados cometidos no mundo do futebol, o do Jobson é dos menores. Ele não apitou pênalti inexistente, não recebeu comissão para construir estádios ou viabilizar patrocínios, não embolsou dinheiro em transações de jogadores, não surrupiou renda de jogo beneficente, não recebeu ingresso gratuito para torcer por seu time, não provocou brigas, não matou ninguém. A cocaína, insisto, sequer teria como fazê-lo jogar melhor. Jobson cometeu uma irresponsabilidade que prejudicou apenas uma pessoa, ele mesmo.

O que deve ser feito? Não sei. Talvez um gancho, uma suspensão. É preciso ter um mínimo de responsabilidade em qualquer profissão, o Jobson tem que aprender isso. Mas sei que não se pode acabar com a vida de um jovem que, como tantos outros, fez algumas bobagens. Burrices que - não custa ser redundante - não machucaram ninguém.

Fernando Molica

Texto extraído do site: http://www.fernandomolica.com.br/

domingo, 13 de dezembro de 2009

Balanço geral

Este blog anda devendo uma análise a respeito dos resultados do mais concorrido Brasileiro dos últimos tempos. Assim, vamos lá.

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O presente escrevinhador precisa admitir uma coisa: começou a atividade de comentarista de futebol do jeito certo, como todo bom comentarista, ou seja, errando.
Lá para o meio do ano, eu afirmei, quase sem dar margem a dúvidas, que o time campeão seria, novamente, o São Paulo. Os motivos seriam os mesmos de sempre: o Tricolor paulista não é dono de nenhuma seleção, porém, possui um elenco grande e adaptável, cheio de bons jogadores; na hora H, grande sacada da diretoria são-paulina, essa combinação raramente falha.
Qual não foi minha surpresa, então, quando, justo nos dois jogos mais prosaicos que tinha pela frente, contra um semi-rebaixado (Botafogo) e contra um time já sem grandes aspirações (Goiás), vejo que o São Paulo consegue tomar sete gols? Acendendo para o sedento Flamengo aquela sonhada luz no fim do túnel? Primeiro time de chegada da era dos pontos corridos, o Mengão não perdoou.

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O Brasileiro de 2009 jogou por terra uma série de preconceitos que foram sendo erguidos, qual muralha, desde o início da era de pontos corridos.
Primeiro: não se deve trocar de técnico. Ora, São Paulo e Flamengo, os dois maiores postulantes ao título, trocaram seus técnicos, sentindo na pele, e nos pontos, os benefícios da troca. É claro, porém, que não é regra. Palmeiras trocou, e veja no que deu... O que fica, para guardar, é que futebol não é coisa para cartilha de funcionário público Caxias. Varia como as ondas do mar. Abaixo o bom-mocismo tecnocrata!
Segundo: a lenda do time que joga junto há bastante tempo. Novamente, Flamengo montou boa parte de sua equipe durante o campeonato, e cresceu na hora certa.
Terceiro: cadê os técnicos especialistas, professores do óbvio, que falam bonito e "fazem um time jogar". Muricy foi engolido pela nhaca palmeirense, e afundou em sua mania de 3-5-2, e em substituições confusas, ou, às vezes, por demais óbvias. Luxemburgo, bem, faz tempo que não honra o que ganha, preocupando-se mais em ganhar dinheiro do que em ganhar títulos. Mano, novo na "elite" do futebol não conceguiu motivar um time que ganhou tudo no primeiro semestre, e deixou-se levar pelo canto de sereia da Libertadores, entoado por uma diretoria incompetente, que não soube manter um time campeão.
Enquanto isso, treinadores de perfil mais calmo e humilde, sem muita mídia, chegaram. Ricardo Gomes implantou seu estilo no São Paulo, variando um pouco mais as jogadas tricolores. Andrade fez Petckovic jogar de novo, deu uma utilidade aos bons laterais do Flamengo, e fechou a equipe em torno da estrela de Adriano. Isso sem contar Mario Sérgio, que conseguiu motivar o apático Internacional.

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Agora, uma coisa é preciso admitir: nos pontos, o Brasileiro é muito bom, disputado, emocionante; agora, na técnica, é nivelado por baixo, infelizmente. Poucos são os times, dentre eles o Flamengo, que colocam a bola no chão, fazem-na rolar pelo gramado. Poucos são os dribles e as jogadas menos óbvias. Abundam a retórica de guerrilha (incentivando a violência) e a apologia da "pegada", do jogo amarrado. Os técnicos brasileiros precisam ver um jogo do Arsenal. Um só, qualquer um.